Abril chega com um alerta importante, a cor verde chama atenção para a segurança e a saúde no trabalho. A campanha Abril Verde reforça uma ideia simples, mas muitas vezes negligenciada. Prevenir acidentes é responsabilidade de todos. Abril chega com um alerta importante, a cor verde chama atenção para a segurança e a saúde no trabalho. E quando o assunto é Engenharia Civil, essa discussão ganha ainda mais peso.

Nos canteiros de obras, os riscos fazem parte da rotina. Quedas, choques elétricos, soterramentos e acidentes com máquinas e ferramentas estão entre as ocorrências mais comuns. Segundo o coordenador do curso de Engenharia Civil da FAINOR, Rudgero Oliveira do Nascimento, esses cenários exigem medidas eficazes de proteção.

“O Equipamento de Proteção Individual (EPI) geralmente não previne o acidente, mas atenua ou evita danos maiores para o trabalhador. Além disso, conforme preconiza a NR-6, a empresa é obrigada a fornecer ao empregado, gratuitamente, o EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento; e o trabalhador deve utilizar apenas para a finalidade a que se destina”, afirma o professor, que também é engenheiro civil e engenheiro de segurança do trabalho. 

Capacetes, luvas, botas, óculos de proteção e cintos de segurança são itens básicos, mas fundamentais. Em atividades em local elevado, por exemplo, o uso do cinto de segurança com talabarte pode ser decisivo. “Em muitos casos, esse equipamento pode salvar a vida de um trabalhador durante uma queda”, reforça Rudgero.

Apesar dos avanços na área de segurança do trabalho, a resistência ao uso de EPI ainda é uma realidade. O desconforto e a dificuldade na execução de algumas tarefas são as justificativas mais comuns entre os trabalhadores. No entanto, para o professor, esse comportamento precisa ser enfrentado com seriedade: “As empresas devem ser categóricas, não permitir atividades sem o uso do EPI adequado, além de oferecer treinamentos e informações sobre os riscos envolvidos”.

Na FAINOR, estudantes de Engenharia têm contato com o tema em disciplinas como Higiene e Segurança no Trabalho, e em atividades práticas. “Os estudantes são provocados a manter contato com as empresas do segmento para a realização de uma avaliação e reconhecimento dos riscos ocupacionais, para, posteriormente, propor medidas de controle e mitigação desses riscos, através de uma prática extensionista curricularizada nos cursos de Engenharias da instituição”, destaca Rudgero. 

Nesse contexto, o Abril Verde reforça a importância dessa conscientização. Mais do que cumprir normas, é essencial construir uma cultura de segurança, em que a vida e o cuidado com os profissionais esteja acima da produtividade. 

 

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