O uso de celulares, computadores e outros dispositivos já faz parte da rotina dos jovens. Entre redes sociais e conteúdos de entretenimento, o tempo conectado pode ocupar boa parte do dia e acabar interferindo em atividades importantes, como os estudos, o descanso e a convivência fora das telas. Segundo dados citados pela Folha de S.Paulo, quase 80% dos adolescentes passam mais de três horas por dia na internet.

A situação também aparece nos hábitos da população brasileira. De acordo com o Digital 2023: Global Overview Report, produzido pela DataReportal, os brasileiros passam cerca de 16 horas acordados por dia e dedicam aproximadamente nove delas ao uso de smartphones e computadores. O país ficou entre os que apresentaram maior tempo de exposição às telas. Embora os dados sejam de 2023, o cenário ajuda a mostrar como a tecnologia ocupa um espaço cada vez maior na rotina.
Entre os jovens, o uso excessivo também ganhou espaço nas brincadeiras das redes sociais. O meme “anos de tela”, por exemplo, ironiza quem passa muito tempo conectado ou acompanha de perto todas as tendências da internet. A diversão faz parte da cultura digital, mas também pode servir como um lembrete de que o excesso merece atenção. Quando o celular começa a tirar espaço da concentração, do sono, da atividade física e dos estudos, é hora de rever os hábitos.
A Psicologia tem um papel importante nessa discussão. O uso exagerado das telas pode estar relacionado a dificuldades de concentração, ansiedade, alterações no sono e outros impactos na saúde mental. Para os jovens, entender por que existe tanta dificuldade em se desconectar também é importante. O acompanhamento psicológico pode ajudar a identificar hábitos prejudiciais, compreender a relação com as redes sociais e buscar uma rotina mais equilibrada.

Diminuir esse tempo não significa abandonar a tecnologia. Uma forma de começar é perguntar, antes de pegar o celular, qual é o motivo e se aquilo realmente precisa ser feito naquele momento. Também vale estabelecer horários para estudar sem notificações, controlar o tempo nas redes e ocupar parte do lazer com atividades fora das telas, como caminhadas, esportes, leitura e encontros com amigos e familiares.
Ficar nas redes sociais é legal e também faz parte da vida, mas elas não precisam ocupar grande parte do nosso tempo. Encontrar equilíbrio é essencial para preservar a concentração, o aprendizado e a qualidade de vida. Para quem se interessa pela saúde mental da população e pelo desenvolvimento de estratégias que contribuam para uma relação mais saudável com a tecnologia, o curso de Psicologia da FAINOR pode ser um caminho para transformar esse interesse em conhecimento.
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